Fumar aumenta o risco de catarata em 40%

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O tabagismo é apontado, hoje, como uma doença crônica gerada pela dependência da nicotina, estando por isso inserido na Classificação Internacional de Doenças (CID10) da Organização Mundial de Saúde, OMS. Os fumantes correm um risco muito maior de adoecer por câncer e outras doenças crônicas do que os não fumantes. Principal causa isolada evitável do câncer de pulmão, o tabagismo é também fator de risco para câncer de laringe, pâncreas, fígado, bexiga, rim, leucemia mieloide e, associado ao consumo de álcool, de câncer da cavidade oral e do esôfago. Em comparação com quem não fuma, os fumantes apresentam um risco duas vezes maior de catarata e de duas a três vezes maior de desenvolver a degeneração macular relacionada à idade. Os maços de cigarro deviam estampar também estas advertências. Segundo estudo publicado pelo Instituto Nacional do Câncer, INCA, além dos riscos para os fumantes, o tabagismo passivo é causa de doenças, inclusive câncer de pulmão e infarto, em não fumantes. Pesquisas recentes do órgão mostram que mulheres e crianças são os grupos de maior risco na exposição passiva em ambiente doméstico. Também há risco na exposição em ambiente de trabalho, onde a maioria dos trabalhadores não é protegida da exposição involuntária da fumaça do tabaco pela regulamentação de segurança e saúde de seus países, fato que levou a OMS a considerar a exposição à fumaça do tabaco fator de risco ocupacional. Portanto, quem convive com fumantes, no ambiente de trabalho, também encontra-se mais vulnerável ao aparecimento da catarata e da degeneração macular. Por acometer cerca de 75% das pessoas com idade acima de 70 anos, a catarata é, hoje, uma das principais causas de cegueira reversível no mundo, afetando diretamente a qualidade de vida dos idosos. Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Oculares, 350 mil pessoas são operadas todos os anos em decorrência da doença, no Brasil. Em seu estágio inicial, a catarata causa uma perda discreta da qualidade visual, alterando a visão das cores, que se apresentam mais desbotadas. Outro sintoma comum é a diminuição da acuidade visual noturna, às vezes com certo ofuscamento na presença de focos intensos de luz, como a luz dos faróis de automóveis. À medida em que a catarata avança, a visão vai ficando progressivamente mais turva e embaçada, prejudicando as atividades mais comuns tais como a leitura, o caminhar ou até assistir TV. Nos casos extremos, a queixa óbvia é a perda da visão útil. Não são raros os casos de pacientes mais idosos que sofrem quedas e fraturas sérias devido à visão prejudicada pela catarata. Como não existe tratamento clínico para a catarata, a única maneira de impedir o avanço da doença e a perda da visão é a cirurgia de remoção do cristalino opaco dos olhos e a colocação de uma lente intraocular artificial. É importante lembrar que a cegueira causada pela catarata pode ser reversível nos casos em que não há outras doenças oculares associadas, como a degeneração macular, a retinopatia diabética ou o glaucoma.

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