A exposição solar é um fator de risco para a catarata?

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Aparentemente, todos já sabem – ou deveriam saber – a importância de proteger a pele e os olhos da radiação ultravioleta do sol: UVB, que queima a pele, e da UVA, que envelhece a pele. Ambas podem causar câncer de pele e prejudicar gravemente o cristalino, a retina e a córnea. A maioria das pessoas também acha que não ficará bronzeado ou terá uma queimadura de pele, apenas sentando-se atrás de uma janela exposta ao sol… A indústria dos óculos de sol também se volta para esta demanda e produz lentes que bloqueiam os raios nocivos do sol, tanto para os praticantes de esportes ao ar livre, como para os usuários casuais. Portanto, nunca é demais frisar que a escolha de um par de óculos de sol deve ser feita com critério, para evitar que os olhos fiquem mais vulneráveis à radiação solar e danos permanentes sejam causados. Os óculos de sol devem fazer mais do que proteger os olhos contra a luminosidade. Eles devem também proteger os olhos contra a radiação prejudicial que pode danificar a córnea, o cristalino, a retina e as pálpebras. A incidência direta dos raios ultravioleta no olho humano ocasiona lesões oculares, que gradual e cumulativamente, podem resultar na perda total da visão. As lesões oculares mais comuns causadas pelo excesso de sol são a queda da percepção de detalhes pela mácula – parte da retina responsável por esta função – e a formação da catarata, problema ocular grave, de maior incidência no mundo. Por isto, é fundamental utilizar óculos de sol capazes de filtrar a incidência destes raios. Para quem trabalha a maior parte do tempo ao ar livre, a exposição, em excesso, aos raios UV pode levar ao surgimento do pterígio – tecido que cresce sobre a córnea e obstrui a visão – e da ceratite, uma inflamação da córnea. Um chapéu de abas largas é útil, mas não é suficiente para evitar a exposição de risco. O uso do chapéu precisa ser complementado com o uso dos óculos de sol. Sentar na sombra ou debaixo de um guarda-chuva também não é proteção suficiente. Os danos da radiação podem ser refletidos para a pele, olhos e superfícies vizinhas. O ideal é combinar sombra com protetor solar e óculos escuros. Na hora de escolher os óculos de sol, quatro características são muito importantes: um rótulo ou etiqueta que indique 100% de proteção UV; lentes grandes o suficiente para proteger os olhos e as pálpebras; uma cor neutra, como os de lente âmbar cinza ou marrom, que não alteram as cores verdadeiras (especialmente o vermelho e o verde dos semáforos) e um modelo que envolva as têmporas, para proteger contra a luz que vem dos lados. Para os praticantes de esportes ao ar livre, como tênis, vôlei de praia, ciclismo ou esqui, óculos apropriados são essenciais. Idealmente, os óculos de sol para prática esportiva devem ter lentes de policarbonato grandes, envolventes e polarizadas, que possam proteger os olhos contra objetos duros, além de proporcionar o bloqueio UV total. Barqueiros, surfistas e pescadores devem ser especialmente diligentes porque a água é um potente refletor de radiação UV. Já os nadadores devem reaplicar o protetor solar e colocar os óculos de sol logo ao saírem da água.

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